Direção: André Queiroz & Arthur Moura

Seguindo na construção de Araguaia, presente! - dias 4 e 5 de dezembro entrevistando a Danilo Carneiro, ex-guerrilheiro do PCdoB, em Florianópolis.

Foto da entrevista para Araguaia, Presente

 

(para Danilo Carneiro e para todos nós)

Rodolfo Walsh, militante montonero, escritor e periodista, escreveu pequena (grande!) série de contos irlandeses - e num deles, chamado: Un oscuro día de justicia, descreve os horrores do internato em uma escola para rapazes.

Nela, o bedel Gielty dá vazão às suas fantasias de ordem e disciplina - e como não poderia faltar aos que assim procedem, o ritual ordenatório era eivado de perversidade e de fetiches. Gielty era dado a organizar pugilato entre os meninos. Mas não um qualquer pugilato - imprescindível a este era que se transfigurasse em rito de iniciação, e de tal modo isso, que cumpria na promoção dos confrontos que uma das partes estivesse quase que à condição de refém. Sim, isto mesmo, a condição de refém.

Tratava-se de dispor tipos bastante antagônicos em enfrentamento. Modo geral, a um dos lados, era apresentado o tipo mais forte: impávido colosso, ser de pedra, punhos de aço, corpo de atleta, armadura de chumbo, queixo de faca. Do outro lado, o franzino imberbe recém chegado, magro a doer às vistas, candidato a tísica, tímido como quem se recolhe a si, voz de filete, queixo de cristal.

 

Making of: https://youtu.be/j4WgkdfwZOc

Olá a todos, compartilhando um pouco dos dias intensíssimos que temos experienciado na construção de Araguaia, presente! - aqui, a estas fotos, algo do SET de filmagem dos dias 31/out e 01/nov. Cenário de barbárie movido pela apropriação espúria do corpo da resistência. Não a resistência pediátrica que cabe aos modos da palavra e ao formato dos projetos que retroalimentam a sanha (e a barganha) da classe dominante e opressora, mas a resistência vivaz dos que se entregaram - corpo alma - à construção de um outro do mundo-pesadume-canhestro-canalha que tão bem conhecemos. Fundamental a evocação da memória das lutas, forma de sempre e sempre estarmos reeditando o que tão bem escreveu Rodolfo Walsh:

Nossas classes dominantes tem procurado sempre que os trabalhadores não tenham história, não tenham doutrina, não tenham heróis nem mártires. Cada luta deve começar de novo, separada das lutas anteriores: a experiência coletiva se perde, as lições se esquecem. A história aparece assim como propriedade privada, cujos donos são os donos de todas as outras coisas.

Esta a razão porque fazemos cinema. Verdadeiro ato de força uma vez as barbáries do presente.

Forte abraço a todos,

 

André Queiroz
www.andrequeiroz.com

 

Olá a todos, compartilhando um pouco dos dias intensíssimos que temos experienciado na construção de Araguaia, presente! - aqui, a estas fotos, algo do SET de filmagem dos dias 31/out e 01/nov. Cenário de barbárie movido pela apropriação espúria do corpo da resistência. Não a resistência pediátrica que cabe aos modos da palavra e ao formato dos projetos que retroalimentam a sanha (e a barganha) da classe dominante e opressora, mas a resistência vivaz dos que se entregaram - corpo alma - à construção de um outro do mundo-pesadume-canhestro-canalha que tão bem conhecemos. Fundamental a evocação da memória das lutas, forma de sempre e sempre estarmos reeditando o que tão bem escreveu Rodolfo Walsh:

Nossas classes dominantes tem procurado sempre que os trabalhadores não tenham história, não tenham doutrina, não tenham heróis nem mártires. Cada luta deve começar de novo, separada das lutas anteriores: a experiência coletiva se perde, as lições se esquecem. A história aparece assim como propriedade privada, cujos donos são os donos de todas as outras coisas.

Esta a razão porque fazemos cinema. Verdadeiro ato de força uma vez as barbáries do presente.

Forte abraço a todos,
André Queiroz
www.andrequeiroz.com

 

cena de tortura em Araguaia, presente

 

Reunião elenco e produção

Reunião de elenco e produção

Reunião de elenco e produção

REunião de elenco e produção

REunião de elenco e produção

 

Plano 1: http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-356831624.pdf

homem amarrado em um covil, do filme Araguaia, presente

Contra-plano: https://www.youtube.com/watch?v=XHKQVui74eY

Para que há de prestar os tempos de crise senão para que se nos coloque a nu os modos da exceção? Para que há de servir os desmandos da camarilha ao poder senão para que possamos perceber o de que pode o poder? O de que se trata - passos, desvãos, artimanhas...

Será não se desnudam as suas artimanhas maquiadas (comumente) sob o simulacro da ordem, o pacto social? Onde que isso? Para quem o pacto - o que se faz romper...

 

Cena de Araguaia Presente com homem caminhando

"ARAGUAIA, presente!"

novo filme de

André Queiroz &
Arthur Moura

Cena de 'Araguaia, presente!'

 

 

"ARAGUAIA, presente!"

novo filme de

André Queiroz &
Arthur Moura


Algumas fotos do
Making off

 

Equipe:

Direção: André Queiroz e Arthur Moura 
Diretor de fotografia: Felipe Xavier Neto
Som direto: Diogo Campos
Pesquisa: André Queiroz, Arthur Moura, Grazyelle FonsecaJoão Paulo Costa
Ator: Carlos Oliveira
Cinegrafista: Christian Costa
Figurantes: Filipi Spitz, Mestre Gil Velho, Juliana Cardoso

Figurinista: Luna Freitas

Produção local: Ruan Carlo Stulpen Veiga e Leon Veiga 
Apoio local: Pousada Aliá
Registro de Making of: Arthur Moura

produção: 202 filmes

 

 

foto do Making Off do filme Araguaia Presente de André Queiroz e Arthur Moura

 

UERJ EM GREVE #uerjresiste

Exibio do filme: El Pueblo que falta
Seguido de debate com os diretores:
Andr Queiroz & Arthur Moura

Cartaz de Divulgao da exibio de El Pueblo Que Falta na UERJ no prximo dia 20 de julho de 2016

 

Caro Felipe, escrevo-te esta carta aberta como leitor de O Dia. Mas te escrevo como observador dos atos de imprensa. Te escrevo como algum que escreve (para to poucos) na direo de algum que escreve para tantos, para muitos.

Gostaria de apontar como li a tua matria - http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/odia24horas/2016-06-22/manifestacao-interrompe-circulacao-do-vlt-na-avenida-rio-branco.html

E perdoa-me se, por ventura, te parecer duras as crticas que te volto. Te confesso que na inteno de buscar fazer-te refletir sobre alguns pontos, ou talvez como algum que tenha na cabea certo modo do fazer jornalstico que (j) no cabe nas atribulaes do cotidiano das redaes dos jornais corporativos de que estamos sob cerco. Confesso que penso em Rodolfo Walsh e o tenho como paradigma de trabalho verdadeiramente srio em jornalismo. Trabalho este, o de investigao, com esmero na busca da compreenso dos fatos histricos, mas tambm e, sobretudo, na certeza de que por detrs dos fatos, a histria nos apresenta processos conturbados nos que as tenses sociais so expresso de disputas e de interesses. Rodolfo Walsh imprimia em seus textos e em sua escrita a necessria condio da investigao - o que dizer: evitava, sobremaneira, os lugares comuns, os adjetivos ao conforme, a repetio dos temas, justamente o contrrio, do que se busca assentar os prprios meios de comunicao. No caso desta matria a que me volto, os preconceitos incriminadores com relao s lutas sociais.

 
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